quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Monumento à Bernardo está sendo recuperado!



Hoje estava indo para a escola aonde dou aula e vi um tapume em volta do monumento à Bernardo mascarenhas. Aproveitei que estava com a câmara e fui fotografar de perto e encontrei com o Ricardo Barcellos que estava iniciando a recuperação do monumento.

Espero que possam fazer uma grande campanha para que não seja novamente pixado!





Estamos aguardando... 

Relembrando:
05 de Setembro de 1889 - Inaugurada a iluminação pública de Juiz de Fora, alimentada pela hidrelétrica construída pela Cia. Mineira de Eletricidade, tendo os festejos terminado com um banquete na sede da Loja Maçónica Fidelidade Mineira, na rua Direita e baile no mesmo local. 
Ref.: VAZ, Alisson Mascarenhas. Bernardo Mascarenhas: desarrumando o arrumado -  um homem de negócios do século XIX, Cedro, 2009.

Dia 5 de setembro de 2013 
124 anos da inauguração da iluminação pública em Juiz de Fora!




terça-feira, 4 de junho de 2013

Museu do Cedro em Caetanópolis conta historia da industria textil


A Cedro foi a primeira fábrica fundada por Bernardo e seus irmãos Antonio e Caetano.
Atualmente mantem um museu que possui o maior acervo do Brasil sobre o início da industria textil em Minas.


MUSEU DO CEDRO BH: Visita dos jornalistas + desfile Minas Trend

http://youtu.be/9PXzTBkLkCA

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Aniversário de nascimento de Bernardo Mascarenhas - 1847

Bernardo Mascarenhas, nasceu em 30 de maio de 1847*

Antônio e Policena tiveram 13 filhos, sendo o décimo, Bernardo, nascido em 1847 na fazenda São Sebastião, em Tabuleiro Grande. Aos doze anos, ele ingressou no Colégio Caraça, considerado à época um dos melhores, senão o melhor, de Minas Gerais. Poderia ter seguido um curso superior, mas preferiu uma vida prática.



Colégio Caraça

Aos 18 anos recebeu do pai, que fizera o mesmo a todos os filhos homens, a quantia de 26 contos de réis para começar sua vida adulta. Empregou a quantia em uma sociedade com seu irmão Caetano na compra de  gado magro, que era posto a engordar na fazenda São Sebastião e depois revendido com lucro. O negócio provou-se próspero e, complementado com o comércio de sal, garantiu a subsistência dos irmãos por um tempo. Apesar de tentar seguir os passos do pai, o jovem Bernardo no entanto era inquieto demais para o comércio ou agropecuária. Em 1865, sugeriu à família que montassem uma fábrica de tecidos movida a energia hidráulica.

Bernardo jovem


Por volta de 1885, Bernardo mudou-se para Juiz de Fora, onde tornou-se um dos fundadores do Banco de Crédito Real de Minas Gerais. Ele adquiriu então terrenos em diversas partes da cidade, construindo em um deles, próximo à Estação Ferroviária, a  Companhia Têxtil Bernardo Mascarenhas, inaugurada em 1888. Buscando novas fontes de energia para sua fábrica, fundou no mesmo ano a Companhia Mineira de Eletricidade, responsável no ano seguinte pela inauguração da Usina Hidrelétrica de Marmelos, a primeira construção do tipo na América Latina.






Bernardo quando foi iniciar o projeto para a iluminação elétrica da capital, Belo Horizonte.


* VAZ, Alisson Mascarenhas. Bernardo Mascarenhas: desarrumando o arrumado -  um homem de negócios do século XIX.

Nossa intenção ao iniciar esse projeto foi homenagear o jovem Bernardo que era empreendedor, sonhador e audacioso. Em nossa história ele surge como um personagem invísivel, talvez um elo entre passado e presente. Ele participa da nossa história e conta detalhes que os outros personagens não sabiam. 

desenho de Leonardo Paiva

1 - colorização Rose Valverde 

2

E finalmente a última cena que nos lembra do monumento em homenagem ao Bernardo...

desenho de Leonardo


colorização Rose

colorização Rose


Bernardinho aparece no último quadro mostrando a inscrição que fizeram no monumento em sua homenagem:
“A seu grande Benfeitor Bernardo Mascarenhas, a gratidão de Juiz de Fora – 1937”. Na face posterior estáva escrito: “Passou pela vida semeando exemplos de honradez, perseverança e trabalho; morreu recebendo as bênçãos do povo.”






sexta-feira, 24 de maio de 2013

O que perdemos com o vandalismo

O monumento a Bernardo Mascarenhas há anos vem sendo pixado e dilapidado. Em 2009 o monumento foi restaurado, mas pouco tempo depois roubaram a placa que havia sido recolocada e agora está cada vez mais danificado.
Não dá para entender como um monumento que fica em região tão central, em frente a Secretaria de Educação encontra-se tão pixado assim. Será que essa pixação é feita a noite? 
Vejo sempre uma turma de estudantes sentados em sua volta e devem ser os mesmos que estão danificando as esculturas. Hoje quando tirava as fotos para essa postagem vi que alguns jovens que estavam por ali sairam quando comecei a fotografar. Um deles comentou: "Ainda bem que não assinei" outro ficou curioso e perguntou porque eu estava fotografando. Comentei com eles que esse monumento havia sido encomendado pelo povo para homenagear o Bernardo e agora o próprio povo o estava destruindo. Disse também que era uma burrice pois cada coisa que é destruída na cidade vai ser reposta com nosso  próprio dinheiro. Se pagamos impostos, também arcamos com o conserto que é feito no patrimônio público.

Quem destroi um bem público não percebe que está tirando dinheiro de outras áreas importantes como educação, saúde e lazer. E essa turma se acha esperta...

Fotos tiradas em maio de 2008:




Restauração realizada em 2009:



Novas pixações em 2010:




Fotos tiradas em março de 2011:



Fotos de outubro de 2011

Fotos tiradas hoje - 23 de maio de 2013









É por isso que em 2012 o João Miranda criou a historia "Apenas nos preservando" que conta a historia das duas estatuas que fogem do monumento a  Bernardo Mascarenhas. 
Daqui há pouco a ficção se tornará realidade. 
Elas já devem estar cansadas de serem pixadas!


SALVE!






segunda-feira, 20 de maio de 2013

Desenhos pixados na abertura da exposição "Fábrica de Desenhos" de Rose Valverde

A exposição Fábrica de Desenhos

A necessidade de repensar meu percurso de trabalho em arte/educação foi um dos motivos para propor o projeto Fábrica de Desenhos. Por estar ministrando cursos de desenho artístico, desenho em quadrinhos e desenho de Moda num espaço que antigamente era parte da Fabrica Mascarenhas é natural que todo o processo de aprendizado que propus nos últimos anos perpassasse pela história da Fábrica e pela própria história de Bernardo Mascarenhas, motivo pelo qual apresentei essa proposta de exposição no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas.
O projeto é também o resgate de uma história de dedicação ao desenho artístico e está em consonância com pesquisas sobre o ensino e valorização do desenho que vem sendo realizadas nacionalmente conforme observei no XXII Congresso Nacional da Federação de Arte educadores do Brasil - SP - Nov/2012.
Comecei a dar aula de desenho artístico no CEM em 2002 e já tivemos mais de 410 alunos além das outras turmas de desenho em quadrinhos e desenho de moda também. A proposta do curso de desenho artístico é proporcionar aos alunos desenvolver as habilidades de desenho assim como estimular um novo olhar para o mundo a sua volta, perceber proporções, desenvolver noções de equilíbrio, ritmo, harmonia, entender os fundamentos do desenho, da forma e da perspectiva. Através dos anos em que desenvolvi esse trabalho em sala de aula fui reunindo registros, fotos, desenhos e esboços os quais proponho agora apresentar nessa exposição com o intuito de mostrar os caminhos que temos feito nesses últimos anos.

"Fábrica de Desenhos" é um registro de 11 anos de trabalho no CEM no curso de desenho artístico.

Desenhos pixados na abertura da exposição



Samuel Wiliam Silva e Souza (17) e Pedro Henrique dos Reis Jeronimo (18) membros da Associação Juizforana de Hip-Hop - situada no Bairro São Bernardo. Os jovens são monitores do Prof. Igor no projeto de Grafite. São ex- pichadores...


Os jovens pixaram os desenhos à lápis e depois Rose Valverde falou sobre o vandalismo e a preservação. "Temos que aprender a construir, a criar, não destruir", termina Rose Valverde.
Iara Pinto da SIlva Netto (filha de Rose Valverde) gravou o momento em que Rose Valverde faz uma explicação sobre a série Construção x Reconstrução.


foto tirada durante a montagem da exposição