domingo, 11 de dezembro de 2011

Mesa redonda e abertura da exposição das histórias em quadrinhos no dia 08 de dezembro no CCBM

cartaz / flyer do evento - Design gráfico: Rose Valverde

No dia 8 de dezembro de 2011, quinta-feira, às 19h30, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas - CCBM realizamos a mesa redonda na videoteca do espaço.
Roberto Dilly, Wilton Araujo, Marcos Olender e Henrique SImões

A mesa redonda teve em sua composição os seguintes  convidados: 
- Wilton Araujo diretor do curta Hulha Branca - sobre Bernardo Mascarenhas e o início da iluminação pública em Juiz de Fora.  
-  Marcos Olender - Conselheiro da CONCULT repres. de Patrimônio Material e Imaterial 
- Henrique Simões - diretor de teatro e prof de Artes 
 - Roberto Dilly – dir. do Museu de Credito Real.
A mesa redonda teve como objetivo apresentar o projeto e o desenvolvimento do processo criativo das histórias em quadrinhos assim como apresentar um debate sobre a nossa memória material e imaterial, preservação de bens artísticos e culturais e questões sociais da nossa cidade.

 





A exposição das histórias na galeria Arlindo Daibert - 2° piso do CCBM - de 08 a 23 de dezembro

Após o debate apresentamos as 50 páginas das histórias criadas pela nossa equipe:
Alcione Bracher, Felipe Rocha, João Luiz Miranda, Leonardo Paiva, Pablo Fernandes, Rosangela Martins, Sara Maria Manso Siqueira, Sonia Oliveira  e Rose Valverde.


Na abertura da Exposição servimos café com quitutes - lembrando à época que Bernardo  inaugurou o motor elétrico e serviu quitutes num forno elétrico. 
Contamos com o apoio do Empório Nossa Terra (Rua Rei Alberto) e da Água Mineral In Natura.











No Folder foi representado algumas estampas de tecido de chita, inspirado em desenhos da Cedro*.  

*Museu Têxtil Décio Mascarenhas - Mantido pela Companhia Cedro e Cachoeira (em Caetanópolis-MG) funciona desde 1983 com um acervo de mais de 1.000 peças. É o mais completo museu têxtil do País. A Cedro foi a primeira fábrica brasileira a produzir chita em escala industrial.


Apresentação do Projeto Bernardo Mascarenhas para os alunos do CEM

Como a ideia inicial do projeto surgiu no CEM (Centro de Educação de Jovens e Adultos Dr. Geraldo Moutinho) em uma conversa com os alunos Schubert e Wesley, não poderíamos começar as apresentações em outro lugar, principalmente porque, uma das histórias tem o CEM como cenário.
As apresentações aconteceram no dia 07 de dezembro à tarde para as oficinas de formação artístico e cultural e as séries. 
Tarde:
14h30 – 3ª idade, dança, ingles, espanhol, desenho de moda.
15h30 – 5ªI e 6ª série
16h15 – 7ª e 8ª séries
Estiveram presentes Rose Valverde e Sonia Oliveira (autora dos roteiros  "A Passagem secreta, A história do Bernardo Mascarenhas). Sonia e Rose Valverde escreveram o terceiro roteiro "A conquista - início do CCBM"


Noite:
De 20h até as 21h30 - Turmas da noite.
A noite Rose Valverde apresentou o projeto para as Turmas do EJA. 


Realizou-se um bate-papo com os alunos sobre o processo de criação das histórias dando ênfase a história  "A passagem secreta" cujos acontecimentos se passam no CEM.
A Passagem Secreta é uma história divertida que levanta a questão: existiu mesmo uma passagem secreta unindo o prédio do CEM à outra parte da fábrica (aonde é hoje o Mercado Municipal)?

Veja algumas fotos das apresentações:
Turma da tarde - apresentação com Rose Valverde e Sonia Oliveira, comentários finais feitos pelo professor Emerson (História).



Apresentação para as turmas da noite realizada por Rose Valverde




Fotografias: Sonia Oliveira e Professor Pither (noite).








terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Apresentações do Projeto Bernardo Mascarenhas - dez 2011

BERNARDO MASCARENHAS, UM HOMEM, VÁRIAS HISTÓRIAS – DA CEDRO E CACHOEIRA ATÉ OS DIAS DE HOJE

Apresentações  – dezembro

Dia 07 
Local: CEM – Centro de Educação de Jovens e Adultos Dr. Geraldo Moutinho.
Horários das apresentações:
Tarde
14h30 – 3ª idade, dança, ingles, espanhol, desenho de moda.
15h30 – 5ªI e 6ª série
16h15 – 7ª e 8ª séries
Noite
19h – turmas da noite
Apresentação do projeto e bate-papo com os alunos sobre o processo de criação das histórias dando enfâse a história – A passagem secreta – cujos acontecimentos se passam no CEM.

Dia 08  
Local: Centro Cultural Bernardo Mascarenhas
Mesa redonda na videoteca do CCBM e exposição das histórias na galeria Arlindo Daibert - 2º Piso do CCBM.
Horário: 19h30

Participantes da mesa redonda:
Marcos Olender - Conselheiro patrimônio material e imaterial da CONCULT
Roberto Dilly - Historiador e Diretor do Museu de Credito Real.
Henrique Simões, Décio Bracher e Nivea Bracher - que  nos forneceram os depoimentos principais para a criação da terceira história. 
Wilton Araujo - Autor do Documentário Hulha Branca sobre Bernardo Mascarenhas e a inauguração da energia elétrica em JF.
A EQUIPE do projeto estára presente na apresentação inicial em que mostraremos algumas etapas da confecção dos quadrinhos e curiosidades que inserimos nas histórias.

A mesa redonda será direcionada para estudantes, professores,  arte-educadores e comunidade em geral. Visa apresentar o projeto e o desenvolvimento do processo criativo das histórias em quadrinhos assim como apresentar um debate sobre a nossa memória material e imaterial, preservação de bens artísticos e culturais e questões sociais da nossa cidade.
Após a mesa redonda iniciaremos a exposição das histórias em quadrinhos na galeria Arlindo Daibert.


Exposição das histórias em quadrinhos na Galeria Arlindo Daibert  - abertura dia 08 de dezembro. Período de exposição até dia 22 de dezembro.



APRESENTAÇÕES EXTRAS
ESCOLA MUNICIPAL MANUEL BANDEIRA
DIA 16, SEXTA-FEIRA, 9h30
ESCOLA MUNICIPAL SANTA CÂNDIDA
DIA 20, TERÇA-FEIRA, 9h30.
Escolas em que o ilustrador Leonardo Fortes de Paiva leciona.



Projeto aprovado pela Lei Murilo Mendes - N. 037/10 - Proponente: Rose Mary Pinto Valverde de Carvalho

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

QUADRINHOS E REGISTRO HISTÓRICO: DISCUSSÃO OU AÇÃO




Por João Luiz de Souza Miranda

No processo de criação das tramas "Apenas nos preservando" e "Os braços de Juiz de Fora", percebemos diferentes níveis de importância que a pesquisa histórica pode gerar.
O projeto "Bernardo Mascarenhas: Um homem várias histórias, do Cedro e Cachoeira até os dias de hoje", consiste em Cinco tramas que informam e correlacionam a importância de Bernardo Mascarenhas para a cidade de Juiz de Fora estrutural e culturalmente. As duas tramas anteriormente citadas, tiveram como diretrizes principais a conscientização do público para a preservação dos monumentos públicos e o respeito aos negros, relembrando sua participação dentro da historiografia e desenvolvimento da cidade de Juiz de Fora, respectivamente. No processo de criação, deparei-me com a necessidade de gerar um equilíbro entre o assunto pesquisado e gerar uma trama que busca evocar questões sentimentais dos participantes e dos leitores.
Em um artigo do livro “Muito além dos quadrinhos: análises e reflexões sobre a 9ª Arte”: “Quadrinhos e educação popular no Brasil: considerações à luz de algumas produções nacionais”, de Waldomiro Vergueiro, o autor realiza uma análise de cartilhas e material informativo em quadrinhos, relacionando conteúdo ficcional e informativo. O artigo conclui que a grande maioria do material visto, se coloca como meramente informativo, voltado a um público infantil, centrado em fórmulas roteiristas pré-determinadas.
A proposta de conscientização que o projeto foca, gerou uma nova necessidade (e um elemento que é a questão principal desse artigo), no desenvolvimento da trama: a necessidade de gerar uma trama ficcional que possa emocionar, entreter, gerar discussão e reflexão através da empatia e reconhecimento dos espectadores em relação aos fatos mostrados.
A pesquisa em alguns pontos se mostrou vasta e frutífera. Para lhes dar ideia da profundidade da pesquisa, a 5ª trama envolveu a leitura de três livros sobre a escravidão e pós-escravidão em Juiz de Fora, alguns artigos sobre identidade negra publicados no livro "De Preto a Afrodescendente", sem falar no processo de criação das imagens que, essencialmente, envolvem a pesquisa visual de Juiz de Fora em 1888/1890, para uma obra que ocupa 10 páginas de duração. Em obras mais volumosas e de maior complexidade, com certeza a pesquisa se torna mais complexa. Os registros visuais de época normalmente se apresentam esparsos e pouco apurados / direcionados para o que se intenciona, fazendo com que o processo gráfico (esse tendo responsabilidade com os fatos e com a informação de seu público alvo) se torne também um processo de redescoberta do tema a ser elaborado.
O meio quadrinho por muitas vezes se colocou a serviço de temas históricos, temos como principais expoentes contemporâneos: Maus de Art Spielgman, as séries de quadrinho-jornalismo como Palestina de Joe Sacco e Persepolis de Marjorie Strappi, sendo que são tramas de relatos pessoais em meio a fatos importantes da historiografia. No Brasil, entre várias produções tivemos o quadrinho A Guerra do Paraguai, na década de 70, e todas as produções do gênero que seguiam o molde alfabetizador que esse quadrinho apresenta. Em 2001, um jornal universitário de uma universidade da Bahia, fez um quadrinho-reportagem sobre a marcha da maconha ocorrida naquela semana, o caráter se torna, ao mesmo tempo, jornalístico e emocional da parte dos autores que participaram da manifestação e registraram o ocorrido. O elemento "underground" dessa obra faz com que ela não seja apenas registro do evento, assim como Palestina, ela propõe reflexão e debate sobre a visão normatizadora que é apresentada pelos registros oficiais.
Assim, o que se busca no projeto é a capacidade de informar da primeira ou a vivacidade da segunda? Se eu pudesse dar certeza do fato, diria que a busca é por ambas as vias de expressão, porém devemos levar em consideração o poder que os quadrinhos têm como forma de comunicar diretamente ao leitor, elementos que a palavra escrita ou as formas pictóricas de expressão não conseguem abarcar. Na 5ª trama, o preconceito antes teórico, analítico, se torna visível; não é vivido apenas pela personagem e por aquilo que ela representa, mas sim pelo leitor que é responsável e confidente dos fatos registrados, eventos esses que se refletem diretamente em seu cotidiano. Para que isso ocorra, é vital o reconhecimento do leitor com a trama e com o mundo ali gerado, pois se trata de uma experiência ficcional que abarca apenas uma parcela dos fatos ocorridos na época. Sendo uma parcela, a experiência de 10 páginas tem que ser intensa e não muito extensa. Na quarta trama, o foco se torna o humor, o absurdo, como solução gráfica e narrativa: estátuas, antes desprovidas de sentimento, se relacionam, discutem e rediscutem suas funções dentro do espaço urbano. A pesquisa muda o seu rumo para a discussão sobre o que é o patrimônio da cidade e como esse está sendo tratado. Para isso, utilizar o perfil da 5ª trama gera uma experiência que transcende o documental, o elemento antropomórfico (ou seja, tornando humano o que seria inanimado ou não humano, como os animais nos desenhos animados de Walt Disney ou, nesse caso, fazer com que peças de bronze e aço ajam, pensem e sintam como seres humanos) que é aplicado a essa trama faz com que o discurso de estátuas representando figuras quase seculares, dialogue anacronicamente com o leitor, em seu terreno. Assim a pesquisa não é descartada, e nem a importância histórica de tais figuras, mas a busca pelo reconhecimento do leitor, pelo diálogo a ser invocado se torna maior e urgente devido às condições que o assunto falado é ignorado e desconhecido pelo cidadão comum.
Assim é que temos o controle da quantidade de informação que é injetada na obra. O meio quadrinho é feito de conceitos, técnicas e necessidades que qualquer meio narrativo (quando a trama se apresenta como narrativa) tem, de forma que na presença de elementos textuais, texto e manifestação pictórica (não necessariamente desenhos, o texto também pode figurar no quadrinho como manifestação pictórica) devem se harmonizar de forma a se complementarem ou se reforçarem (em outras manifestações de vanguarda, texto e imagem podem ser dois elementos que sequer dialogam entre si, mas foi um recurso não utilizado nas tramas citadas). O excesso de uma das manifestações (e se esse excesso for usado sem conhecimento prévio/ intenção) pode comprometer a transmissão do que é preterido: ou se torna um livro literário/ informativo ilustrado ou uma ilustração com legendas (porém, esses limiares se apresentam no radicalismo das ideias, ao se almejar um fluxo textual ou imagético intenso para o formato quadrinho, os equilíbrios se darão de outra forma). Para o preterido com essa forma de manifestação artística/comunicativa, um fluxo intenso de texto pode ser uma faca de dois gumes: torna a obra informativa, porém com a possibilidade de ser cansativo ao leitor, sem variações de intensidade sentimental/narrativa e ainda ter a possibilidade de não informar, graças às limitações de páginas da obra, na mesma intensidade quanto didáticas direcionadas ao público pretendido. O domínio das formas pictóricas pode tornar a obra mais sensorial, vívida para o espectador, mas corre o risco de ser vazia de conteúdo, e para uma obra de caráter informativo/ conscientizador não cobriria muitas das questões objetivas pretendidas pela trama e as questões subjetivas que permeiam os personagens participantes dessa.


BIBLIOGRAFIA

VERGUEIRO, Waldomiro. Quadrinhos e educação popular no Brasil: considerações à luz de algumas produções nacionais. In: VERGUEIRO, Waldomiro & RAMOS, Paulo (orgs.). Muito além dos quadrinhos: Análises e reflexões sobre a 9ª arte. 1. ed. São Paulo, SP: Devir Livraria, 2009.

BARBOSA, Alexandre. História e Quadrinhos: a coexistência da ficção e da realidade. In: VERGUEIRO, Waldomiro & RAMOS, Paulo (orgs.). Muito além dos quadrinhos: Análises e reflexões sobre a 9ª arte. 1. ed. São Paulo: Devir Livraria, 2009.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Apresentação do Projeto Bernardo Mascarenhas no Coloquio Arte em Trânsito

Nos dias 19 e 20 de outubro, o Colégio de Aplicação João XXIII realizou o “I Colóquio Arte em Trânsito”. O evento foi realizado em parceria com a UFJF e faz parte da programação da I Semana Arte em Trânsito, que aconteceu entre os dias 17 e 21 de outubro. O Colóquio teve como proposta refletir e estimular a produção no território da arte e da educação, envolvendo diversas ações e público. 


Rose Valverde apresentou o projeto Bernardo Mascarenhas e outras histórias em quadrinhos no coloquio na manhã de quinta-feira dia 21 de outubro.